Maltês faz trem de chocolate de 34 metros e entra pro Guinness.

Não sei se estão lembrados, mas, recentemente, eu falei por aqui sobre as esculturas que os malteses gostam de fazer com chocolate. O mais legal disso tudo é que por conta de uma dessas esculturas, o artista maltês Andrew Farrugia acaba de entrar para o Guinness. (Aliás, coincidentemente ele aparece na primeira foto deste post aqui sobre o Choco Fest que eu fui no shopping Bay Street em 2011)

Farrugia entrou ontem para o livro dos recordes com um trem de 34 metros feito de chocolate. A escultura foi apresentada durante a Brusselicious, a Chocolate Week que está rolando em Bruxelas, na Bélgica. O trem tentação dos chocólatras de plantão foi feito artesanalmente com chocolates de uma conhecida marca belga, a Belcolade. Para essa construção, o artista utilizou 1,285 kg de chocolate. O mais interessante é que, segundo Farrugia, o trem não era para ser tão comprido assim, mas daí ele foi fazendo um vagão, outro vagão e outro vagão… até que ficou desse tamanho. hehehehe Aliás, os primeiros sete vagões foram inspirados nos novos trens belgas, mas o restante são réplicas de vagões antigos. Tudo feito com muito cuidado e dedicação durante 784 horas, que quase foram por água baixo 3 dias antes do evento, quando o trem estava sendo trasnportado para a estação de trem Bruxelles-Midi, onde aconteceu o evento.

Mas, pra mim, o tamanho é o de menos nessa história. O que mais impressiona são as riquezas de detalhes dessa incrível obra de arte de chocolate.

Veja mais no Daily Mail.

trem de chocolate recorde guiness

trem de chocolate recorde guiness

trem de chocolate recorde guiness

 

Venham experimentar estas delícias

carro de donuts em Malta

Quem é de São Paulo já está acostumado a ouvir aqueles carros que ficam passeando pelas ruas e anunciando a venda de pamonhas através de alto-falantes: “Pamonhas, pamonhas, pamonhas. Pamonhas de Piracicaba.” hehehehehe Isso existe na sua cidade também? Imagino que sim, pois até em Malta isso existe. Ops, calma, calma, em Malta não tem o puro creme do milho, não, essas delícias são feitas só aqui no Brasil. O que tem por lá também são os carros com alto-falantes. Sinceramente,  durante o tempo que eu morei por lá, eu não vi nem um desses, mas hoje encontrei essa imagem na fan page do Planet Mona e a legenda dizia que o carro da padaria do Johnny, da cidade de Qormi, tinha uma gravação que ficava repetindo sobre os doughnuts* que ali estavam à venda. Ou seja, o produto é diferente, mas a forma de venda é a mesma. Essa foto foi tirada na praia Mistra Bay, mas nos comentários do post as pessoas contam que também viram em Marsaxlokk e Armier. Como eu contei nesse post, os malteses amam essas doces e coloridas gostosuras, chamadas doughnuts. Quando estiver em Malta, não deixe de provar um desses, são uma delicinha e bem baratinhos.

Foto: Sxc

Foto do dia: figo-da-índia o delicioso fruto dos cactos

figo da Índia fruta típica em Malta

Em Malta tem cactos por todos os lados e com isso uma das frutas típicas do verão maltês é o figo-da-índia (Opuntia ficus indica). Apesar do nome, essa fruta exótica é originária do México e foi levada há séculos pelos espanhóis para Europa. A cor da polpa varia entre vermelho, amarelo-alaranjado e verde. Eu achei uma delícia, bem doce, macia e saborosa, uma mistura de goiaba com kiwi. Além do consumo in natura, o figo-da-índia é utilizado no preparo de um maravilhoso licor local vendido como souvenir em todas as lojas turísticas da ilha. Vale a pena experimentar!

Kinnie, o refrigerante maltês, comemora 60 anos com campanha vintage

Kinnie refrigerante maltês logo comemorativo 60 anosO meu lado publicitária não poderia deixar passar em branco a comemoração de 60 anos do refrigerante maltês Kinnie. Eu tomei uma vez para experimentar e não gostei. Não consegui tomar até o final. Achei muito amargo e estranho. Mas os malteses amam. É, caso contrário, não teria sobrevivido 60 anos, né?!

De qualquer maneira, como se trata de um ícone da história de Malta, eu não poderia deixar de falar aqui, certo?!

Selecionei algumas garrafas (aliás, sou apaixonada por garrafas), algumas propagandas impressas e filmes. Um é bem antigo com locução em maltês, outro de 1995, mas com cara de anos 80 e o atual filme da campanha comemorativa. Mas você pode ver mais no site da Kinnie, na Fan Page ou no Youtube deles.

Kinnie Ad 1952 e 1957
Achei sensacional eles se considerarem a champagne dos refrigerantes.
Kinnie Packing 1979 e 1984
As garrafas de Kinnie de 1979 (esq.) e 1984 (dir.). Achei curioso que já existia Kinnie Diet por lá na década de 80. Aqui, acho, que não tinha nem diet Coke, né?!

Pulando para a área de filmes, aqui  vai um comercial bem antigo e bem interessante. Trad Dance  mostra algumas paisagens e um pouco da cultura maltesa, tem até uma tradicional. Pena que não entendemos maltês. =(

Já o Ferry mostra uma galera se divertindo num barco com muita Kinnie e uma trilha sonora bem bacana. Algo me diz que essa festa no barco do filme é uma das precursoras das “boat party” tão comuns no verão maltês atualmente. Será?

Só eu tenho a sensação que esse comercial Faster then the speed of thirst parece 80’s e não de 1995?

E para finalizar, dá uma olhada na atual campanha em comemoração ao aniversário da marca e com uma pegada vintage. Claro que está longe de ser um campanha maravilhosa, não tem nenhuma grande sacada, mas achei bem bacana, eles resgatarem a história. E vamos combinar que eles estão anos luz na frente da vergonha nacional Dolly, né?! 😉

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Comidinhas típicas da Páscoa em Malta

Sei que a Páscoa já passou faz um tempinho, mas fiquei devendo um post sobre as comidas típicas dessa época em Malta. Assim como por aqui temos a nossa Colomba Pascal (trazida na bagagem dos italianos) e a troca de ovos de chocolate, Malta também tem suas tradições gastronômicas envolvendo a data.

Uma delas é a sopa Kusksu ou Fava Bean Soup feita com fava. Um dos motivos dessa sopa ter se transformado em tradição é que março e abril é época de colheita da fava. Outro motivo é o fato dessa sopa não ser feita com carne. E muitos malteses não comem carne durante alguns dias da Quaresma, principalmente na Sexta-feira da Paixão. O nome Kusku se deve a massa que é utilizada na sopa. Uma massa redonda pequena, um pouco menor que o couscous utilizado na culinária do norte da África. Eu não cheguei a provar essa sopa quando estava lá, mas se você quiser se aventurar aqui tem a receita. Não achei a cara muito apetitosa, mas de repente foram as fotos que encontrei. hehehehehehe

Essa foto eu peguei no site da Golden Harvest uma empresa que produz deliciosos pães lá. Tudo que eu comprava deles era uma delícia.

Outra tradição desta época é o Qaghaq ta’ l-Appostli, um pão suave em formato de rosca, decorado com amêndoas torradas e gergelim. Em algumas cidades como Rabat é possível encontrar esse pão durante toda a quaresma, mas na maioria das cidades você vai encontrá-lo apenas na quinta e sexta-feira santa. Eles são vendidos em padarias, supermercados e na frente de algumas igrejas. Dizem que é uma delícia para comer apenas com manteiga ou com algum queijo. Uma pena que não provei. Não duvido que seja gostoso mesmo, pois achei a maioria dos pães em Malta muito saborosos e deliciosos.

Foto: Golden Harvest

No domingo de Páscoa em Valletta, me chamou atenção duas crianças sentadas próximas a uma igreja vendendo algumas dessas comidas típicas. Eu comprei apenas um pão doce pequeno, chamado Hot Cross Buns que pelo o que li, a tradição é comê-los na Sexta. Ou seja, pode ser por isso que não gostei. Devo ter experimentado a sobra da sexta e já não estava mais fresquinho, né?! =( Mais um motivo para eu voltar à Malta e provar um como este da foto ao lado ou estes desta receita. Afinal, parecem tão apetitosos. hehehehe

Olha aí o Hot Cross Buns que eu experimentei.
Foto: Golden Harvest

Um outro doce típico dessa época é o delicioso Kwarezimal, esse eu experimentei e adorei. Ele é feito com amêndoas. Aliás muitos doces típicos de lá levam amêndoas como ingrediente. E eu amoooooooooo. Quer a receita? Aqui vai. Mas se fizer, não esqueça de me convidar para provar, hein?! *.*

Foto: Times of Malta

E por último e não menos importante. Na verdade, esse é o mais tradicional e famoso doce típico dessa época, o Figolla. Um bolo cortado em diferentes formatos como borboletas, peixes, corações, dentre outros e recheado com uma massa feita de amêndoas. Depois de assados esse bolo, recebe uma camada de marzipan, decorações com glacê e a metade de um ovo de páscoa. Eu também não dei sorte com esse, mas também fui super mirim, experimentei numa doceria siciliana e não numa maltesa. =/ Fica na lista para a próxima visita também, certo?!

O mais interessante é que por trás do figolla existe uma tradição bacana (que acabei de descobrir que eu não segui. Damn! hehehehehe). A tradição diz que os figollas não devem ser comidos até o domingo de Páscoa, quando é hora de comemorar a ressurreição de Cristo. Outra tradição que é mantida há muitos anos pelos malteses, é levar o figolla para receber a benção durante a procissão do domingo. Acho muito bacana esse jeito maltês de manter antigas tradições sempre vivas, passando de geração em geração.

Ah! E se você quiser arriscar, aqui tem a receita.

Foto: Golden Harvest