10 coisas imperdíveis em Malta

top-10 coisas imperdíveis em malta

Uma pergunta muito comum dos leitores aqui do blog é: “O que é imperdível em Malta?” Pensando nisso, decidi lançar o Top 10 Malta. E para essa primeira série separei, alguns dos pontos turísticos e atrações mais populares. Fiz um pout pourri de lugares que amei conhecer e que traduzem a cultura maltesa.

1. Conhecer as belezas das praias maltesas, com destaque especial para as águas transparentes da Blue Lagoon, em Comino.

comino, malta

Já pensou visitar uma ilha e não conhecer uma praia? Pois é, essa possibilidade não existe, né?! O único problema foi ter que escolher uma só pra entrar nesse top 10, dentre tantas opções legais. Mas ir à Malta e não conhecer a Blue Lagoon em Comino é quase como ir à Paris e não conhecer a Torre Eiffel. No primeiro dia que estive por lá, apesar do sol e do calor, a temperatura da água não estava nada convidativa. No primeiro mergulho me senti como se estivesse dentro de um balde de gelo. brrrrrr Que frio! Mesmo assim o passeio valeu super a pena! Mas veja a foto e me diga: você resistiria? hehehe Lembrei de um amigo que, na época, estava no Brasil e comentou na minha foto no FB que água parecia tão quentinha. Pois é o céu azul e o sol enganam. hehehehe

2. Passear pela charmosa capital Valletta, um museu a céu aberto

valletta, malta

E o que falar sobre visitar um país e não conhecer sua capital? Em se tratando de Malta, essa possibilidade não existe, ok? Afinal, Valletta não é uma capital qualquer. Além de ter sido a primeira cidade planejada da Europa, é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO. Portanto é impossível deixar essa preciosidade de fora do seu roteiro. Seja ele gastronômico, religioso, histórico, de compras, não importa. Tenho certeza que a capital maltesa vai te surpreender com algum de seus inúmeros encantos. Tinha dias que ia pra lá e ficava passeando sem rumo. Só apreciando a arquitetura que lhe é tão peculiar, imaginando as milhares de histórias incríveis que estavam por trás daqueles prédios antigos.

3. Sentir-se num set de filmagem em Mdina, uma cidade medieval

mdina, malta

E falando em capital, outro passeio imperdível é uma visita a antiga capital maltesa, a cidade medieval Mdina. Prepare-se para se sentir dentro de um set de filmagem de um filme de época. Assim que pisei na Cidade Silenciosa, como é conhecida, foi como se já tivesse estado ali antes, mas com outro figurino. Hehehe Além das ruas estreitas e vazias, o clima medieval torna-se ainda mais vivo com o vai e vem das charretes que levam turistas para passear.

4. Cair na balada em Paceville e aproveitar os drinks cortesias

paceville, MALTA

Se você é daqueles que adora um agito e não perde uma boa festa, Paceville provavelmente será sua segunda casa na ilha. Paceville é uma rua que fica na cidade de St. Julian’s, e que acabou se transformando numa espécie de bairro dentro da cidade, pois todo mundo chama os arredores da rua como Paceville. Além de ter shopping, cinema, bons restaurantes e bares, é por lá que estão as baladas. E rola de tudo. Dance, eletrônico, salsa, rock, reggae e até música brasileira. Se quiser beber sem gastar muito, uma boa dica é chegar cedo e ficar atento, pois sempre tem promotores distribuindo drinques cortesia. Let’s party!

5. Passar a manhã de domingo fazendo compras na feira de Marsaxlokk

marxsalokk, malta

Uma vila de pescadores que entrou para o circuito turístico maltês por causa de seus peixes frescos vendidos em uma feira aos domingos. Mas se você não quiser cozinhar, não se preocupe, ao redor da feirinha tem boas opções de restaurantes pra você saborear um. Você detesta frutos do mar e peixe? Não tem problema, ainda assim é um agradável e imperdível passeio aos domingos. A feirinha conta com barracas de flores, frutas, comidas típicas, roupas e muitos souvenirs de Malta. E os preços são ótimos. É uma delícia, fazer compras, almoçar ou apenas ficar observando os coloridos e típicos barquinhos malteses, conhecidos como Luzzu. Já falei sobre essa feira em outros posts.

6. Experimentar uma das delícias da culinária maltesa

pastizzi, comida típica malta

Eu me identifiquei tanto com a culinária maltesa que isso renderia um Top 10 Comidinhas. hehehehe Tem várias opções de salgados baratinhos que valem uma refeição. Mas neste top 10 não podia deixar de trazer a gostosura mais popular da ilha, os Pastizzi. Você encontra essas delícias por todos os cantos. E o melhor são super baratinhos. Esse aí da foto, por exemplo, custa 30 centavos de euro. Feito com massa folhada, existem duas opções de recheio que são tradicionais ricota e ervilha. Como não sou chegada nas verdinhas, a minha opção era sempre a de ricota. Agora você já conhece um dos culpados pelos quilinhos a mais que eu ganhei pela ilha.

7. Conhecer as tradições e costumes dos malteses em uma festa local

casamento maltes

Pensa num povo festeiro. Tá, ok, o brasileiro, não conta! Mas os malteses também amam um festa. Principalmente, se for para festejar o dia do padroeiro das cidades. O mais bacana de ir numa festa típica maltesa, seja ela religiosa ou folclórica, é que você faz uma imersão cultural e conhece um pouco do passado, tradições e costumes da região de um jeito bem divertido. Aliás, o que não falta em Malta são atrações que exploram essas particularidades da ilha. Essa é a melhor forma de se aproximar dos malteses, conhecê-los de fato e ter uma experiência cultural enriquecedora. Fique de olho aqui nesse link para saber quando e onde acontecem as festas.

8. Ir a Gozo e apreciar a grandiosidade da natureza e de sua Blue Window

É impossível ir a Gozo e não visitar a Blue Window ou Azure Window ou ainda Tieqa Żerqa em maltês. Este é um ótimo lugar para sentar, admirar a paisagem e pensar na vida. Diante de tamanha magnitude é impossível não refletir sobre a vida. Localizada na Dwejra Bay, aproveite para fazer um passeio de barco e ver essa obra prima da natureza de pertinho. É incrível! Por ali, você vai ver muitos mergulhadores, pois se trata de um dos lugares mais populares para a prática do esporte. Falando nisso…

9. Desvendar as belezas subaquáticas que o Mediterrâneo nos reserva

mergulho em malta

Como disse ali na dica anterior Dwejra Bay (Blue Hole – foto acima) é um dos hot spots para mergulho. Contudo, esta não é uma exclusividade de Gozo. O arquipélago todo é considerado um dos melhores lugares para mergulhar no Mediterrâneo. Recentemente, Malta foi considerada o terceiro melhor lugar do mundo para mergulhar pelos leitores da revista norte americana Diver. Além da vida marinha em abundância, o mar ao redor da ilha proporciona boa visibilidade o ano todo. E aí bora cair no mar?

10. Visitar um dos templos megalíticos e conhecer os 7 mil anos de história da ilha

hypogeum, MALTA

Quando estava pesquisando sobre Malta, li a dica de uma menina num grupo do orkut sobre Hypogeum. Ela dizia que era um lugar imperdível e que deveríamos garantir nosso ingresso com bastante antecedência, pois era muito concorrido. Claro que eu fiquei super curiosa para saber do que se tratava e fui pesquisar mais a respeito. Eis que descubro que era uma espécie de labirinto subterrâneo pré-histórico. Ao que parecer esse local foi inicialmente criado para ser um santuário, mas transformou-se em cemitério. Eu consegui visitar no meu último dia em Malta e considero um passeio singular. Afinal, este é o único templo pré-histórico subterrâneo do mundo. E claro que faz parte da lista de Patrimônio Mundial da UNESCO. Além deste, Malta possui outros patrimônios neolíticos que se você tiver tempo para desfrutar a ilha, não deixe-os de fora do seu roteiro.

Bora brindar o Dia da Rússia no Qube vodka bar em Malta

I love vodka
Tirei essa foto na entrada do Qube, é um pôster que fica ali.

Vodka Bar? Dia da Russia? Hoje não é o Dia dos Namorados? Sim, o Dia é dos Namorados, mas a noite é dos solteiros, gente! Por isso, quem está sozinho em Malta pode aproveitar para se divertir em Paceville e esquecer, literalmente hahaha, que está sem um amor para chamar de seu.

Como já contei por aqui, em Malta fiz vários amigos russos e até a minha flatmate era russa, por isso tenho um carinho todo especial pela Rússia. Então, eu não poderia deixar de prestar minha homenagem ao Dia Nacional da Rússia que se comemora os 21 anos de emancipação da extinta União Soviética. Tenho certeza que em Malta, você também vai conhecer muitos russos e vai descobrir que assim como no Brasil não temos macacos andando pelas ruas, nem só de vodka vive a Rússia. Porém, eu não poderia deixar de brincar com esse clichê que existe de associar a Rússia com vodka. E trouxe como dica de balada para hoje o único vodka bar de Malta, o Qube.

Qube vodka bar em Malta Foto: Fan Page do Qube

O bar está super bem localizado,pois fica na escadaria de Paceville e possui mais de 60 vodkas aromatizadas. E assim como os demais que tem por ali, você não paga entrada, apenas o que consumir. Eles tem bons preços (dá uma olhada no flyers que postei ali embaixo) e algumas opções bem comuns em todas as baladas de Malta. Você pode tomar shooters individuais ou aproveitar as diversas ofertas que eles fazem, como bandejas de madeiras que vem com 6 ou 12 shooters.

Algumas são vodkas aromatizadas mesmo, já outras nada mais são do que vodka misturadas com essências coloridas. hehehehehe Você pode optar por shooters ou pitchers de vodka com energético também. Embora, gostaria de lembrá-los que os próprios produtores desse tipo de bebida, não recomendam misturar com bebida alcoólica.

Beba essas delicinhas com moderação, hein?! Se não no dia seguinte, além de não lembrar de nada, a sua ressaca vai ser terrível. =P

Naz darovia! (À sua saúde! em russo).

Ah! Aí vão algumas dicas de vocabulário de bebum:

Bottle: garrafa

Shot: uma única bebida servida naqueles copinhos pequenos de pinga que você toma em um gole

Shooters: duas ou mais bebidas misturadas e servidas no mesmo copo de shot.

Pitcher: é uma jarra de bebida que tem um pouco mais de 1,5 litros.

Spirits: bebidas destiladas como vodka, whisky, tequila, gin, licor, rum, etc.

Hangover: ressaca

promoções do Qube vodka bar em Malta

Foto do dia: Neon body paint

Alternative Obsessions Mini Fest Malta

Coisas que só a balada de Malta nos proporciona. hehehehehe Cair na balada por lá é aprender a conviver com todos os tipos tribos. Apesar da tinta no corpo dessa galera, não é às tribos indígenas a que me refiro, não. Paceville tem baladas de diversos tipos e com isso pelas ruas de lá você vai encontrar a playboyzada, os rockeiros, os reggaeiros, os alternativos, os fantasiados (sim, os gringos adoram sair fantasiados e isso é divertidíssimo). Essa galera da foto, por exemplo, está na festa Alternative Obsessions Mini Fest que rolou dia 12/05 no bar de rock Voice of a Generation, em Saint Julians. Veja mais fotos dessa festa aqui no álbum da fotógrafa Maria-Chiara Bartolo.

Eu amei esse look neon body paint. Alguém já viu isso em alguma festa aqui pelo Brasil?

Primeiros dias do curso de inglês em Malta

No meu segundo dia em Malta aproveitei para dormir muito. Afinal, precisava estar descansada para o teste de inglês na segunda de manhã. E assim foi. Só saí para dar uma voltinha com as minhas amigas brasileiras no final da tarde pela minha cidade Swieqi. Visitamos outros brasileiros, fomos ao boliche Eden Super Bowl com diversos gringos da escola e por fim um rápido tour pela orla da praia para conhecer o luxuoso hotel e cassino The Westin Dragonara Resort e o bairro das baladas Paceville.

No dia seguinte às 9h em ponto estava na minha escola, Clubclass, para fazer o teste. E os meus novos amigos estavam certos, de 6 níveis, entrei no terceiro, o Preintermediate. Nada mal, né?! =) Antes de Malta, eu havia estudado apenas no colégio e 3 anos antes havia feito 1 ano numa escola chamada Lexical, da Rede Wise up (que me ajudou muito por sinal).

Após o teste, me apresentaram à minha professora Marice. Uma professora maltesa, mas que felizmente não tinha um sotaque muito forte. Eu não era a única novata na minha sala, havia mais alguns novos estudantes. Primeiro o pessoal da sala tentou adivinhar de qual nacionalidade eramos. Foi bem engraçado. Como não sou o estereótipo da brasileira nem da alemã que indicava meu sobrenome, o pessoal chutou e feio. Espanhola, francesa, italiana… Foi engraçadíssimo! Hahahaha Mas logo veio um momento nada divertido, tivemos que nos apresentar ao restante da sala. Também tive que fazer isso na sala do teste. E detalhe: morro de vergonha de me apresentar em português, então você pode imaginar como fiquei vermelha ao ter que fazê-lo em inglês, DUAS vezes. hehehehe

Os primeiros dias, ou melhor, a primeira semana é bastante confusa. Eu entendia o que a professora dizia, mas tinha dificuldade de entender o que os meus amigos diziam, principalmente os coreanos. Contar histórias era um sufoco também! Faltava vocabulário, às vezes palavras básicas, às vezes rebuscadas. Mas eu tentava mesmo assim e aos poucos você relembra umas, aprende outras e passa a se acostumar com os sotaques dos seus amigos, o que facilita compreendê-los. Isso foi uma das coisas que achei ótimo em estudar em Malta, o contato com pessoas de diversos países diferentes, te ajuda muito a compreender diversas nacionalidades falando o inglês.

vida em Malta

No meu primeiro dia em Malta o jantar foi russo

Cheguei em Malta dia 12/03/2011 às 13h20. Assim que saí do desembarque já havia um senhor me esperando com a aquela tradicional plaquinha com meu nome completo. hehehehe Putz, eu tava tão cansada e ansiosa que até esqueci de tirar foto. O senhor que me aguardava era o motorista do transfer que contratei através da escola e me custou 20 euros para percorrer cerca de 12,5 km. Dica importante: só fechei a ida, pois achei mais seguro do que pegar um táxi lá  na hora. A volta fechei em Malta e foi a melhor coisa, pois descobri opções mais em conta. (Saiba mais em Transfer a partir de 7 euros em Malta)

E lá fomos nós rumo a minha nova cidade: SWIEQI. O nome da cidade é em maltês e se fala “Siui” sem o “q” . Aliás , os nomes de cidades e ruas são todos em maltês. Super fácil de memorizar, hein?! Do aeroporto até o hostel, eu e o taxista não conversamos absolutamente nada. Aquele silêncio quase ensurdecedor foi bem estranho, afinal aqui no Brasil taxista adora um bom papo, né?! E eu que em viagens adoro puxar papo com o taxista para descobrir algumas curiosidades locais, nao conseguia nem perguntar o nome dele. Travou tudo naquele momento. =/

Sinceramente minha primeira impressão foi terrível, pois tanto o taxista quanto os atendentes do hostel não foram dos mais cordiais comigo. Além disso, meu inglês básico, não ajudou muito. Em compensação, a galera que morava no meu hostel, era DEMAIS! Cheguei no quarto, deixei minhas coisas e fui fazer umas comprinhas no supermercado que tinha na frente do meu hostel, o Corner Food Store. Depois fui até cozinha do hostel, onde conheci dois russos e dois brasileiro (claro!). Pasmem, no dia que eu cheguei havia 4 brasileiros morando no meu hostel. Ingenuidade minha achar que não encontraria meus conterrâneos por lá, viu?!. hehehehe

Fiquei um tempo papeando com eles e pegando algumas dicas. Eles me disseram como chegar a um pequeno shopping chamado  Bay Street  que fica, em Paceville, uns 15 minutos a pé e tem Mc Donald’s com wifi grátis. E detalhe: você não precisa consumir nada para acessar a rede, basta chegar com seu laptop, sentar e se conectar. Alguém tem dúvidas sobre onde foi meu primeiro almoço? hehehehe Em frente ao Bay Street tem uma loja da Vodafone e já aproveitei pra comprar um chip pré-pago com número local para o meu celular e créditos para internet. Eu não aguentaria sem.

Em seguida, voltei correndo, pois havia sido convidada para um jantar russo no hostel. Meu amigo Dmitri passou a tarde toda preparando uma deliciosa e tradicional sopa russa, chamada Borscht. Uma sopa feita com tomate, cenoura, beterraba, repolho roxo, batata, carne e uma grande colherada de sour cream no prato. Com o friozinho que estava em Malta, foi uma ótima pedida. De sobremesa, a Jo e a Dani (as outras duas brasileiras que moravam no hostel) fizeram brigadeiro. Hummmm que delícia!

Nesse jantar, conheci vários estudantes da minha escola, alguns moravam no hostel, outros não. As nacionalidades deles? Russos, ucranianos, alemães e turcos. Aos poucos, fui perdendo a vergonha e quando vi estava colocando meu inglês básico pra fora. Quer dizer, que eu considerava básico, pois todos eles me disseram que eu entraria no nível pré intermediário. Bom, nada como um vinho e uma vodka para ajudar. hehehehehe

O segredo é não ter medo, nem vergonha de errar, pois os erros ficam marcados e nos ajudam a não esquecer nunca mais. Quer um exemplo? Nessa noite postei uma foto desse jantar no meu Facebook para compartilhar aquele momento com meus amigos no Brasil e escrevi na legenda que estava tomando uma russian soap. hahahahahaa Soap em inglês é sabonete, sabão, sopa é soup. hahahahahaha Pior é que eu sabia, mas na hora de escrever a falta de prática me traiu. Rapidamente uma amiga brincou, “e esse sabão russo é gostoso?”, eu dei muita risada do meu erro e com certeza, não vou me confundir nunca mais. hehehehe

Optei por chegar num sábado, exatamente por isso, para começar as aulas na segunda mais entrosada, adaptada ao ambiente e descansada, afinal jet lag existe!

primeiro dia em malta
Pra quem estava há cerca de 40 horas sem dormir até que eu estava com uma cara boa, né?!