Acomodação em Malta: Hostel Vila Kavallieri

Como muita gente tem me procurado com dúvidas sobre acomodação, decidi fazer alguns posts falando sobre isso. As opções de acomodação em Malta são as mesmas que nos demais destinos turísticos e de intercâmbio. Você pode optar por morar em casa de família, de estudante, hostel, hotel, fazer couchsurfing ou alugar um apartamento.

Muita gente pela web já escreveu sobre esse tema para intercambistas e as dicas são sempre as mesmas. “Ainda aqui no Brasil, feche apenas o primeiro mês em casa de família, de estudante ou hostel e quando estiver no país aí você procura opções mais baratas, como alugar um apartamento com outros estudantes, pois isso barateia demais.” E foi exatamente o que eu fiz. E valeu a pena.

O primeiro mês em hostel

Fechei um pacote de um mês de acomodação em quarto de solteiro com banheiro privativo. Achei melhor dividir apenas sala e cozinha com os outros estudantes. Essa opção era bem mais cara, mas eu achei melhor gastar um pouco mais no primeiro mês,  pois seria uma fase de adaptação e eu queria minha privacidade. Eu fechei direto com a escola no hostel ou guest house Vila Kavallieri. Apesar de ficar do lado de fora e do outro lado da rua, ele faz parte do complexo Garden View que conta com apartamentos, casa de estudante e a escola Club Class e um mini clube gratuito para os alunos com piscina, academia e sauna.

 kavalieri

Eu gostei bastante de lá, principalmente, pelas amizades que eu fiz. Aliás, a princípio eu fiquei em dúvida se pagava mais caro e pegava um apartamento com a cozinha só pra mim. Daí eu pensei: a cozinha é uma ótima oportunidade para fazer amigos. Afinal, a cozinha já é um dos locais mais sociáveis da casa, não é verdade?! Ou vai dizer que na sua casa você nunca ficou papeando enquanto alguém cozinhava, passava um café, lavava a louça? hehehehe Foi aí que decidi ir para o hostel. É, compartilhar a cozinha, poderia me render algumas amizades. E não é que estava certa? (No meu primeiro dia em Malta o jantar foi russo

O melhor do Kavallieri é que eles limpavam os quartos uma vez por semana e trocavam as toalhas e roupa de cama duas vezes por semana. Apesar que a limpeza não era lá essas coisas, elas varriam, passavam um pano molhado no chão e limpavam o banheiro, beeeem por cima. Nada como estamos acostumados por aqui. Esqueça aqueeeeela faxina. O frigobar do meu quarto quando eu cheguei tinha tanto mofo que eu que tive que dar um trato pra poder colocar minhas comidinhas lá. =/

Ah! No quesito bagunça da galera. Eles pegavam um pouco no nosso pé por conta das festinhas e jantares que nós fazíamos. Pois é, a minha galera era bastante animada. Nós convidávamos a escola toda para fazer um esquenta antes de descer para Paceville. Porém os vizinhos começaram a reclamar do barulho e querer chamar a polícia. E diziam que em Malta se baixar polícia na festa, vai todo mundo em cana. Eu nunca vi isso acontecer, mas vai saber, né?! Enfim, as faxineiras também não curtiam muito. Também pudera, a sujeira no dia seguinte era grande. Daí pra frente começaram a nos controlar, colocaram uma moça que ficava vigiando para acabar com a nossa alegria.

hostel-balada

Tirando uma ou outra noite que rolava uma festinha, uma bagunça, eu diria que esse hostel era bem comportado. hehehehe

Enfim, recomendo o hostel e, não, este não é um post pago, ok?! Aliás, se por acaso algum dia tiver algo do tipo por aqui, deixarei bem claro para vocês. 😉

Dica: E se você optar por ficar hospedado por lá, por favor, não tome água da torneira, nem mesmo fervida, ok?! A água do hostel não é tratada, compre água mineral para fazer café, chá, cozinhar. Num outro post contarei um episódio engraçadíssimo que rolou comigo e a água do Kavallieri. hahahahaha

E a student house da Club Class?

Então, eu, Caroline, não ficaria, pois gosto de ter meu espaço e, sim, sou chata e fresca pra dividir banheiro. Na student house da Club Class era para dividir, além da cozinha, o banheiro com a casa toda. Se não estou enganada, pelo menos existe um masculino e outro feminino. Pelo menos isso, né?! hehehehehe Por outro lado, tive vários amigos que moraram lá um tempão e curtiam. Tudo depende muito do seu estilo, tempo que pretende ficar, grana que quer gastar… Essa é uma decisão muito pessoal.

Ah! Vale a pena ficar em casa de família?

Sinceramente, eu não tenho como responder essa pergunta, pois não vivi esta experiência. Então fica o convite para quem morou em Malta em casa de família, que tal dar seu depoimento nos comentários aí abaixo. Tenho certeza que uma galera vai ficar feliz com a sua contribuição. 😉

 

 

Foto do dia: Viva a diversidade cultural

Dia Internacional da Diversidade Cultural 2012

Em 2001 a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu o dia 21/05 como Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. Comemorado em mais de 100 países, acredito que esse dia tem tudo a ver com esse blog e por isso decidi falar sobre isso na foto do dia.

Morar fora para estudar é muito mais do que aprender um novo idioma ou profissão, é aprender a lidar com as diferenças culturais, com pessoas de outros países, outras raças, mas que também tem um coração e são seres humanos como nós. Irmãos de jornada nesse planeta azul. É perceber que não somos melhores ou piores que ninguém. É aprender a rever os nossos valores e nos questionar sobre o que queremos e o que estamos fazendo das nossas vidas. É perceber que somos todos imperfeitos e devemos aprender com as diferenças.

É ouvir um líbio que ganhou uma bolsa para estudar numa universidade em Malta, dizer que vai largar tudo e voltar a seu país para lutar com seu povo contra o governo ditador (Você largaria um sonho individual por um coletivo? Você faria isso pelo seu país, pelo seu povo?). É ver muçulmanos fazendo o Ramadã (período de jejum do nascer ao pôr do sol durante um mês), num ritual de fé, caridade e fraternidade (O que te inspira? No que você acredita e tem fé?).

É descobrir outras culturas. É abrir a mente. É entender o que move essas culturas. É ouvir e respeitar o ponto de vista do outro. É aprender a amar o próximo sob todas as coisas, por isso escolhi essa foto. Um dia na sala de aula decidimos escrever em nossas língua-mãe “Eu te amo”. E aí está em espanhol, maltês, coreano e inglês. <3

Partiu pra Malta

Saí de Guarulhos às 16h05 do dia 11/03/2011, cheguei em Roma às 7h05 do dia 12/03 e às 11h50 meu avião partiu rumo ao paraíso. Uma longa e cansativa jornada. Além do tempo de viagem e o cansaço por não dormir direito , ficar quase 5 horas num aeroporto sem ter o que fazer é terrível. Tudo isso por que não existem vôos diretos para Malta. As opções que existem são com uma ou duas escalas no exterior, saindo de Guarulhos.

Eu fui de Alitalia, pois na época que pesquisei era a mais barata e não sabia que essa era uma companhia que vivia em greve, que tem muitas reclamações de extravio de bagagem, problemas de atendimento, etc. Fiquei sabendo de tudo isso depois que comprei e confesso que fiquei um pouco apreensiva por isso, mas felizmente deu tudo certo e não tenho do que reclamar.

indo pra Malta, aeroporto Guarulhos, Roma e Luga
E haja café pra aguentar 5 horas no aeroporto, viu?!

DICA

O preço da passagem é determinado por uma série de fatores época que você irá, quanto tempo de antecedência comprar, etc . Julho e agosto como são alta temporada, tudo é mais caro, passagens, estadia e até alimentação. Para quem vai estudar, pergunte em agências de viagens sobre preço de passagens para estudantes, existe desconto, mas precisa ver isso com antecedência, pois acaba rápido. Eu peguei uma taxa boa, mas não a de estudante, cerca de U$ 1.200,00 ida e volta.

Você pode e deve pesquisar em sites como Decolar e Rumbo. Mas fique atento ao valor das taxas adicionais, muitas vezes vale a pena comprar direto com a companhia aérea. A Alitalia opera até Malta. A Lufthansa, assim como, a Tam utiliza os serviços da Air Malta para o segundo trecho. No site da Alitália e da Lufthansa você consegue comprar os dois trechos (SP – escala, escala – Malta). No site da Tam não existe essa opção, portanto entre em contato com a central de vendas deles – 4002 5700 (capitais) e 0800 570 5700 (outras localidades).

Para quem estiver fazendo mochilão pela Europa e quiser dar um pulo em Malta, pode usar as companhias low cost, mas essa dica fica pra um outro post.

Obs.: A primeira coisa que fiz quando cheguei em Roma foi pedir um verdadeiro capuccino italiano. É uma delícia, mas confesso que me decepcionei, pois eles não colocam canela. =(